sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nossa vitória sobre o mundo é a fé

1 João 5.4: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé."

Deus executa o seu juízo soberano sobre as nações. Tal qual no passado o Senhor mandou codornizes aos hebreus peregrinos no deserto, em sinal de seu fastio para com a leviandade de um povo queixoso e inquebrantável (Êxodo 16), as demandas de minorias brasileiras cujos valores passam ao largo da Palavra de Deus e da ética cristã parecem contar com todas as concessões do senso comum. E estão comemorando sua vitória.

Supondo atender a direitos, a suprema corte do Brasil se pronunciou pelo reconhecimento não apenas de direitos patrimoniais, mas pela redefinição da família. Não enxerga, talvez, que, em vez de produzir justiça, é usada para alinhar o Estado a uma nova ordem pretendida por movimentos de revisão sem fronteiras. A coisa não pára por aí. Na esteira, a própria decisão do STF reforça as pretensões, pela via legislativa, ao casamento e à aceitação de um terceiro sexo.

O cristianismo está ameaçado de perder a sua relevância histórica como intérprete e referência para as instituições, pois o peso do pecado exerce pressão sobre a consciência a ponto de fazer-se invencível, irretorquível e, para sermos práticos, parece melhor nos acostumarmos ao pecado. E embora isso possa acontecer, as alterações em curso não transformam o pecado em virtude, por mais que as massas se convençam do contrário.

Deus detém a história em suas mãos e serão vencedores os que guardam comunhão com ele.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Capelania militar no Brasil



O capelão militar brasileiro trabalha com militares e suas famílias, quer no ambiente dos quartéis e estabelecimentos militares (quartéis, escolas ou centros de preparo e hospitais), quer nas vilas residenciais e nos eventos comemorativos em que sua presença seja necessária. O capelão acompanha os contingentes que participam de conflitos armados, como historicamente já o tem feito. Mesmo ele não sendo um combatente, deve estar onde está a tropa, assistindo com palavras de encorajamento, ou de conselho em questões éticas e morais. O capelão é, sobretudo, quem deve ajudar o combatente a recorrer à Bíblia e à oração no transe do conflito. Seu combate é de natureza sobrenatural, em meio ao caos espiritual que a violência das armmas incute nos corações.

O Breve histórico da capelania militar evangélica no Brasil, de Anderson Adriano Silva Faria, resume:

"Ao se organizar a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que deveria participar das operações da 2º Guerra Mundial, foi instituída a Capelania Militar por Decreto de Lei n. º 6.535 de 26 de maio de 1944. Porém, a Capelania Militar Evangélica, só teve a sua formal instituição em 13 de julho de 1944 com a nomeação de dois capelães evangélicos: os pastores João Filson Soren, e Juvenal Ernesto da Silva. Soren foi designado para o 1º Regimento de Infantaria (Regimento Sampaio); Juvenal, para o 6º Regimento de Infantaria. Posteriormente ambos tiveram suas atividades acrescidas, cabendo ao capelão pastor Soren, atender ainda, ao 11º Regimento de Infantaria, e ao capelão pastor Juvenal, atender as unidades de Artilharia e Engenharia. Partiram para Itália no 2º escalão da FEB, em 22 de setembro de 1944. Os dois capelães só voltaram ao Brasil após o término do conflito. O pastor Juvenal Ernesto da Silva, chegou ao Rio de Janeiro em 18 de julho de 1945, acompanhando o 1º escalão de embarque; e em 22 de agosto, desse meo ano aportou no Rio de Janeiro o pastor João Filson Soren, que regressou com o 2º escalão."

Revelando que a participação efetiva de capelães em missões de combate não ocorreu apenas no exterior, mas também em solo brasileiro, Anderson Faria registra que no exército legalista (tropas do Império), os soldados protestantes de origem alemã tiham a assistência religiosa provida por capelães dos quadros de pastores regulares de confissão luterana:

"Em 1828, no Rio Grande, organiza-se a igreja de Campo Bom, pastoreada pelo Rev. F. C. Klingelhöffer, que em 1838, como capelão do exército legalista, morria num combate perto de Triunfo, a famosa Guerra dos Farrapos. A igreja de Campo Bom foi o primeiro templo Luterano do Brasil, em 1830".

As atividades de capelania podem ser variadas, conforme seja a capelania: prisional, hospitalar, escolar ou militar.

No caso de capelania militar, temos, inicialmente, a exemplo do Exército Brasileiro, que as normas que regulam a programação e execução das atividades do capelão militar são aprovadas pelo Chefe do Departamento Geral do Pessoal (DGP), conforme a portaria 441, do Comandante do Exército (06/09/2001), com base no item 3) do artigo 2° do Regulamento do DGP (R156,aprovado pelo Decreto 78.724, de 12/11/1976).

Por tais normas, o Serviço de Assistência Religiosa nas capelanias militares do Exército Brasileiro (SAREx) provê assistência religiosa e formação moral no âmbito do Exército Brasileiro de modo padronizado, para proporcionar "maior eficácia à sua missão de evangelizar e de formar as consciências dos profissionais das Armas e seus familiares". As normas também abrangem os dois campos de ação dos capelães militares, isto é, o interior das Organizações Militares (OM) e as Vilas Militares, orientando suas ações pelo respeito à liberdade religiosa.

As atividades do SAREx pretendem atender às necessidades espirituais e morais dos militares e civis em serviço nas OM, juntamente com as de seus respectivos familiares e dependentes.

Ao descrever as finalidades do Sarex, as normas prevêem, em seu capítulo I, parágrafo 3º, que "o capelão militar evangélico do Comando Militar de Área ficará responsável por assessorar os capelães nas questões de organizações atinentes a este segmento religioso e pelo atendimento aos militares evangélicos de todas as OM na área daquele Grande Comando.

O artigo 2° deste capítulo diz que "na programação e execução... deverão transparecer o espírito, a iniciativa, a atitude e o comportamento de respeito à liberdade de expressão da fé individual". Este artigo enfatiza o valor do "autêntico ecumenismo que redundará em maior harmonia e coesão na vivência da vocação militar".

Mas é no artigo 3° do capítulo II, que se tem a descrição das atribuições do capelão: a assistência religiosa e moral em sua capelania, cabendo ao capelão militar a decisão sobre as atividades dos segmentos religiosos no âmbito de sua capelania, desde que aprovadas pelo comandante da OM.

A legislação nacional para o exercício da capelania militar parte da Constituição Federal de 1988. O artigo 5º, inciso VII, diz que "é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva". E a lei 6.923 (29/06/81), que foi alterada pela lei 7.672 (23/09/88), é que organizou o Serviço de Assistência Religiosa nas Forças Armadas (Sarfa).

Essa legislação determina que "o Serviço de Assistência Religiosa (SAR) tem por finalidade prestar assistência religiosa e espiritual aos militares, aos civis das organizações militares e às suas famílias, bem como atender a encargos relacionados com as atividades de educação moral realizadas nas Forças Armadas". Os capelães militares que compõem o SAR serão "selecionados entre sacerdotes, ministros religiosos ou pastores, pertencentes a qualquer religião que não atente contra a disciplina, a moral e as leis em vigor". No âmbito de cada força singular (Exército, Marinha e Aeronutica) o quadro de capelães "atenderá a uma proporcionalidade entre os capelães das diversas regiões e as religiões professadas na respectiva força".

O edital de seleção ao Quadro de Capelães Militares (ESAEx) de 2011, publicado pelo Exército em 2010, prevê as condições físicas para candidatos de ambos os sexos, reconhecendo que o ingresso de homens e mulheres não pode sofrer restrições por razão de gênero. A seleção prevê formação mínima comprovada, prova de suficiência teológica e prática pastoral, além de teste físico e exame médico. Nos Estados da União, as Forças Auxiliares (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) seguem basicamente os mesmos procedimentos, adaptando a seleção às suas necessidades específicas.

A formação requerida pela legislação que trata da matéria é fornecida pelas instituições de preparo teológico dos segmentos religiosos representados no processo seletivo. Cursos específicos para capelães são livres e não possuem reconhecimento oficial.

terça-feira, 29 de março de 2011

Fogueira santa

“Once in seven years I burn all my sermons; for it is a shame if I cannot write better sermons now than I did seven years ago.”

A cada sete anos, queimo todos os meus sermões; porque é uma vergonha eu não escrever sermões melhores do que os que escrevi há sete anos.

(João Wesley, em 1º de setembro de 1778)

segunda-feira, 21 de março de 2011

EUA: Caso de Obama com o islã irrita grupos cristãos de poder




Em 1952, o presidente dos Estados Unidos da América, Henry Truman, determinou que o país observasse um dia do ano como o “Dia Nacional de Oração”. Ainda se tinham vívidos na memória os horrores da Segunda Guerra Mundial e a fé representava um forte baluarte no ethos da nação.

Pouco mais de três décadas se passaram e, em 1988, o presidente Ronald Reagan, que pontificou com o Partido Republicano no cargo por dois mandatos, fixou a primeira quinta-feira de maio para que os EUA celebrassem o Dia Nacional de Oração. A força da economia, o conservadorismo religioso dos republicanos e a crise no bloco socialista liderado pelos soviéticos, antes da queda do muro de Berlim, em 1989, reforçavam a noção de que os EUA tinham uma vocação messiânica para salvar o mundo das deletérias ideologias da esquerda internacional.

Mais duas décadas e o então candidato democrata à presidência Barack Obama afirmou, em 2007, em uma declaração que rimava com a tentativa de apagar da Casa Branca os vestígios da impopularidade “pós 11 de setembro” de George W. Bush e seu Partido Republicano, que “os EUA não são mais uma nação cristã”.

A aproximação com não cristãos, particularmente com o crescente contingente muçulmano no país é um fato não desprezível na corrida eleitoral. Mais ainda somando-se com a tendência secularizante nas comunicações, no judiciário e na administração pública. Faz sentido ser este o segundo ano em que Obama cancela o tradicional encontro de oração convocado para o monumento do Capitólio, na capital do país, Washington. Em 2010, Barack Obama justificou a medida dizendo que o evento poderia ofender a consciência de alguém.

Barbara Crabb, juíza da capital estadunidense, atendeu, também em 2010, ao pedido de uma associação de ateístas, declarando inconstitucional o Dia Nacional de Oração, por entender que se trata de uma cerimônia religiosa particular. Curiosamente, em 25 de setembro de 2009, o presidente Obama participou do Dia Nacional de Oração pela Religião Muçulmana, que reuniu cerca de 50 mil islamitas no mesmo Capitólio em que foram barrados adeptos de grupos religiosos de matriz judaico-cristã.

É comum acontecerem decisões judiciais desse tipo, com imediatas apelações, que eventualmente as revertem. Mas o que chama a atenção é que parece haver uma tendência a contestarem-se, na esfera pública, expressões de determinada religião considerada politicamente incorreta.

A rigor, tudo pode não passar de resistência liberal aos conservadores instalados em grupos de poder que atuam na política dos EUA, entre eles a Força-Tarefa do Dia Nacional de Oração, cujos valores têm forte conotação bíblica: amor a Deus, respeito a todos sem preconceito de raça, da condição sócio-econômica e de crença, e sabedoria no emprego de recursos e reservas.

A Força-Tarefa se intitula uma “expressão judaico-cristã de amplitude nacional, baseada na compreensão de que o país nasceu em oração e reverência ao Deus da Bíblia” e se dedica a “mobilizar os EUA à oração e ao arrependimento pessoal e retidão na cultura” com vistas à oração, aos desafios sócio-políticos da atualidade”, particularmente os “sete centros de poder: Governo, Atividades militares, Imprensa, Negócios, Educação, Igreja e família e Ampliação da unidade da Igreja Cristã”.

Em mensagens que circulam na internet, esses organismos da sociedade da nação norte-americana se ressentem de uma postura dos setores temporais segundo a qual “não importa se os cristãos são ofendidos pelo evento pró-islamismo, já que os cristãos não contam mais como ‘alguém’”. Para eles, o país permite que se instale o medo no coração dos cristãos, uma vez que os ativistas muçulmanos entendem que, se não é possível converter os cristãos à fé islâmica, devem ser aniquilados.

Foto: http://ivarfjeld.files.wordpress.com/2010/06/090408-obama-muslims-vmed-3p-widec.jpg

terça-feira, 1 de março de 2011

Marta ex-Suplicy traz de volta a "Lei da Homofobia"

No dia 13/01, escrevi: "Espero que esse encerramento (do PLC 122, derrotado por decurso de prazo em 2010) seja final, para que nenhum abusado ingresse com pedido de desarquivamento com 1/3 de aprovação do Senado até fevereiro (parágr. 1º, do Art. 332 RI/SF). Acho difícil de crer que os defensores GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis) deixassem ficar assim. Mas confio em Deus que ainda existam os que "não dobraram os seus joelhos a Baal". Por isso, oremos e agradeçamos. A vigilância deve ser permanente."
Pois é...
No dia 08/02, último, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) desarquivou o PLC 122/2006, projeto de lei conhecido como a "Lei da Homofobia".

Aula de comunicação

UM MODELO DE COMUNICAÇÃO
(Texto extraído do livro "O processo de Comunicação", de David K. Berlo)



Toda comunicação humana tem uma fonte: uma pessoa ou um grupo de pessoas com um objetivo. Estabelecida uma origem, com idéias, necessidades, intenções, informações e um objetivo a comunicar, torna-se necessário o segundo elemento. O objetivo da fonte tem de ser expresso em forma de mensagem. Na comunicação humana, a mensagem é traduzida num código, num conjunto sistemático de símbolos.

Os objetivos da fonte são traduzidos num código através do terceiro elemento, o codificador, responsável por pegar as idéias da fonte e pô-las num código, exprimindo o objetivo da fonte em forma de mensagem. Na comunicação de pessoa para pessoa, a função codificadora é executada pelas habilidades motoras da fonte, seu mecanismo vocal (que produz a palavra oral , gritos, notas musicais, etc.), o sistema muscular da mão (que produz a palavra escrita, desenhos etc.), os sistemas musculares de outras partes do corpo (que produzem os gestos da face e dos braços, a postura, etc.)

Quando falamos sobre situações de comunicação mais complexa, é comum separarmos a fonte do codificador. Por exemplo, podemos considerar um gerente de vendas como fonte e os vendedores como codificadores, pessoas que produzem mensagens para o consumidor, traduzindo as intenções ou objetivos do gerente.

O quarto elemento é o canal. O canal é o intermediário, o condutor de mensagens. A escolha dos canais é muitas vezes fator importante para a eficácia da comunicação.

O quinto elemento é o recebedor, o alvo da comunicação, Se falamos, alguém deve ouvir, quando escrevemos, alguém deve ler. Para haver comunicação, deve haver alguém na outra ponta do canal.

As fontes e os recebedores de comu¬nicação devem ser sistemas similares. Senão será impossível a comunicação.

Temos agora todos os elementos da comunicação, exceto um. Assim como a fonte precisa do condificador para traduzir seus objetivos em forma de mensagens, para expressar seu objetivo num código, o receptor precisa do decodificador para decifrar a mensagem e pô-la em forma que possa usar. Na comunicação de pessoa para pessoa, o decodificador pode ser considerado como os sentidos.

São estes, pois, os elementos que incluímos no estudos de um modelo do processo de comunicação:

1) A Fonte da comunicação ou Emissor
2) O Codificador
3) A Mensagem
4) O Canal
5) O Decodificador
6) O Recebedor da comunicação

- Parte do modelo
Definições precisas dos elementos que seriam, não sei, tão úteis quanto exemplo relatados acima.

Tomemos uma situação comum de comunicação: duas pessoas conversando. Suponhamos que seja a manhã de sexta-feira. Encontramos José e Maria no café local. Há um piquenique marcado para domingo à tarde. De repente, José sente que Maria é a pequena que deve levar ao piquenique. Resolve convidá-la José está, pois, pronto para agir como fonte de comunicação, tem o objetivo: fazer com que Maria concorde em acompanhá-lo no domingo.

José precisa criar uma mensagem. Seu sistema nervoso central ordena ao seu mecanismo vocal, servindo como codificador, produz esta mensagem: "Maria, quer ir comigo ao piquenique, domingo?"

A mensagem é transmitida por ondas sonoras, através do ar, para que Maria a receba. É este o canal. O mecanismo auditivo de Maria é o decodificador. Ela ouve a mensagem de José, decodifica-a em impulso nervoso e a remete ao sistema nervoso central, que responde à mensagem. Ela decide que já é tarde para um convite para o domingo. Maria pretende recusar o convite e envia ordem ao seu mecanismo vocal. Surge então a mensagem: "Obrigada, José mas não posso". Ou algo mais delicado.

Evidentemente, é um tratamento elementar, e simplificadíssimo da natureza do processo de comunicação, mas que inclui, pelo menos superficialmente, todos os seis elementos apresentados.

O modelo é igualmente útil na descrição do comportamento de comunicação de uma organização complexa. Numa situação assim, as funções codificadora e decodificadora são muitas vezes separáveis das funções emissora e receptora. Da mesma forma, certas pessoas da organização desempenham papéis tanto de fonte como de recebedor.

Os elementos discutidos são essenciais à comunicação. Quer tratemos a comunicação em termos de uma pessoa, duas pessoas ou de uma rede institucional, as funções rotuladas como fonte, codificador e recebedor têm de ser desempenhadas. As mensagens estão sempre presentes e devem existir em algum canal. A maneira pela qual elas se reúnem, em que ordem e com que espécies de inter-relações, depende da situação, da natureza do processo específico em estudo e da dinâmica criada.

Sugestão!
Procure aplicar os diversos elementos do processo de comunicação através de exemplo reais de sua atividade profissional. Mostre também exemplos em que as pessoas desempenham funções diferentes na comunicação.

- Comunicação










A Comunicação Verbal e não-verbal
(fonte: http://www.salves.com.br/virtua/comverbn-verb.html)


A Comunicação é entendida como a transmissão de estímulos e respostas provocadas, através de um sistema completa ou parcialmente compartilhado. É todo o processo de transmissão e de troca de mensagens entre seres humanos.

Esquema da Comunicação de R. Jakobson:
Contexto
Emissor Mensagem Receptor
Contacto
Código

Para se estabelecer comunicação, tem de ocorrer um conjunto de elementos constituídos por: um emissor (ou destinador), que produz e emite uma determinada mensagem, dirigida a um receptor (ou destinatário). Mas para que a comunicação se processe efetivamente entre estes dois elementos, deve a mensagem ser realmente recebida e descodificada pelo receptor, por isso é necessário que ambos estejam dentro do mesmo contexto (devem ambos conhecer os referentes situacionais), devem utilizar um mesmo código (conjunto estruturado de signos) e estabelecerem um efetivo contacto através de um canal de comunicação. Se qualquer um destes elementos ou fatores falhar, ocorre uma situação de ruído na comunicação, entendido como todo o fenômeno que perturba de alguma forma a transmissão da mensagem e a sua perfeita recepção ou descodificação por parte do receptor.

Elementos da Comunicação:

- Codificar: transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar um sistema de signos;

- Descodificar: decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto estruturado de informação) de cada pessoa;

- Feedback: corresponde à informação que o emissor consegue obter e pela qual sabe se a sua mensagem foi captada pelo receptor.

LINGUAGEM VERBAL: as dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos de abstração e variedade de sentido. O significado das palavras não está nelas mesmas, mas nas pessoas (no repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar as palavras);

LINGUAGEM NÃO-VERBAL: as pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares, a entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação.

Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para outra e de época para época.

A comunicação verbal é plenamente voluntária; o comportamento não-verbal pode ser uma reação involuntária ou um ato comunicativo propositado.

Alguns psicólogos afirmam que os sinais não-verbais têm as funções específicas de regular e encadear as interações sociais e de expressar emoções e atitudes interpessoais.

a) expressão facial: não é fácil avaliar as emoções de alguém apenas a partir da sua expressão fisionômica. Por vezes os rostos transmitem espontaneamente os sentimentos, mas muitas pessoas tentam inibir a expressão emocional.

b) movimento dos olhos: desempenha um papel muito importante na comunicação. Um olhar fixo pode ser entendido como prova de interesse, mas noutro contesto pode significar ameaça, provocação.

Desviar os olhos quando o emissor fala é uma atitude que tanto pode transmitir a ideia de submissão como a de desinteresse.

c) movimentos da cabeça: tendem a reforçar e sincronizar a emissão de mensagens.

d) postura e movimentos do corpo: os movimentos corporais podem fornecer pistas mais seguras do que a expressão facial para se detectar determinados estados emocionais. Por ex.: inferiores hierárquicos adotam posturas atenciosas e mais rígidas do que os seus superiores, que tendem a mostrar-se descontraídos.

e) comportamentos não-verbais da voz: a entoação (qualidade, velocidade e ritmo da voz) revela-se importante no processo de comunicação. Uma voz calma geralmente transmite mensagens mais claras do que uma voz agitada.

f) a aparência: a aparência de uma pessoa reflete normalmente o tipo de imagem que ela gostaria de passar. Através do vestuário, penteado, maquiagem, apetrechos pessoais, postura, gestos, modo de falar, etc, as pessoas criam uma projeção de como são e de como gostariam de ser tratadas. As relações interpessoais serão menos tensas se a pessoa fornecer aos outros a sua projeção particular e se os outros respeitarem essa projeção.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Testamento do Almirante Tamandaré - 23 de setembro de 1893



Texto original como escrito pelo Patrono da Marinha do Brasil

"Não havendo a Nação Brasileira prestado honras fúnebres de espécie alguma por ocasião do falecimento do imperador, o senhor D. Pedro II, o mais distinto filho desta terra, tanto por sua moralidade, alta posição, virtudes, ilustração, como pela dedicação no constante empenho ao serviço da Pátria durante quase 50 anos que presidiu a direção do Estado, creio que a nenhum homem de seu tempo se poderá prestar honras de tal natureza, sem que se repute ser isso um sarcasmo cuspido sobre os restos mortais de tal indivíduo pelo pouco valor dele em relação ao elevadíssimo merecimento do grande imperador.
"Não quero pois, que por minha morte se me prestem honras militares, tanto em casa como em acompanhamento para sepultura.
"Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroula e coberto com um lençol, metido em um caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de dezembro de 1892, devendo-se colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo um coração imitando o de Jesus, para que assim ornado signifique a âncora-cruz, o emblema da fé, esperança e caridade, que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos.
“Sobre o caixão não desejo que se coloque coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a Comenda do Cruzeiro que ornava o peito do Sr. D. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como primeiro dos Voluntários da Pátria para libertar aquela possessão brasileira do jugo dos paraguaios que a aviltavam com sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S. M. I. tributei, desejo que essa comenda relíquia esteja sobre meu corpo até que baixe à sepultura.
“Exijo que não se façam anúncio nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela Lei de 13 de maio. Isto prescrevo como prova de consideração a essa classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão; e reverente homenagem à grande Isabel Redentora, benemérita da pátria e da humanidade, que se imortalizou libertando-os.
“Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe, enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da família Marques Lisboa.
“Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: 'Aqui jaz o velho marinheiro'.
Almirante Joaquim Marques Lisboa - M. de T."