segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aliança Evangélica inicia movimento de oração por São Paulo

Conclamação à oração acerca da violência que assola São Paulo No fim desta manhã de 8 de novembro de 2012, a região metropolitana de São Paulo contabilizava 13 mortes e oito pessoas feridas a tiros, nas últimas 15 horas. Segundo o jornal Folha de São Paulo, “Essa já é a terceira semana em que são registrados diversos crimes durante a noite na região metropolitana. Na maior parte dos casos, os criminosos estavam em motos ou carros quando atiraram em pessoas que passavam pela rua. Também há registro de outros casos de ataques a ônibus.” Em setembro os homicídios cresceram 96% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram mais de quatro ocorrências por dia. Outubro se mostrou ainda mais violento, com 152 mortes. No acumulado de janeiro a setembro, a alta foi 22% na capital. E o número total de homicídios até o fim de outubro já soma 1.071 pessoas mortas. Dentre estas contam-se 90 policiais mortos, pelas contas da PM paulista. Além das perdas de vidas humanas, há vários casos de vandalismo. Tem havido incêndios de vários ônibus, como o desta noite passada, um veículo biarticulado que ficou totalmente destruído. Em decorrência disso, por receio, motoristas deixaram de trabalhar e a população ficou sem transporte em algumas áreas da cidade. A Aliança Cristã Evangélica vem a público manifestar sua preocupação com esta situação que deixa a população temerosa com tamanha insegurança e risco à vida. Choramos a perda de tantas vidas, nos entristecemos com uma sociedade que vive sob o signo do medo, nos solidarizamos com a dor de famílias que perdem seus queridos, muitos dos quais no exercício de suas atividades profissionais dignas e outros de maneira banal, por se encontrarem em meio a confrontos armados ou serem alvo de balas perdidas. Conclamamos as inúmeras igrejas em nosso meio a plantarem entre os seus membros sementes de justiça e paz e uma cultura de repúdio à violência. Conclamamos as igrejas, ainda, a se expressarem publicamente contra essa onda de violência e em favor da paz na cidade onde vivemos. Rogamos ao povo de Deus no Brasil que ore em favor da nação brasileira e, em particular, por essa onda de violência em São Paulo. Lembramo-nos das palavras do profeta Isaías: “O fruto da justiça será a paz; o resultado da justiça será tranquilidade e confiança para sempre. O meu povo viverá em locais pacíficos, em casas seguras, em tranquilos lugares de descanso” (Isaías 32.17,18). Ontem mesmo um grupo de líderes da igreja evangélica brasileira, vários dos quais participantes da liderança da Aliança Evangélica, esteve reunido avaliando esta situação. Convidamos a igreja a que se lembre dela em suas orações. Sabemos que há várias redes de orações no Brasil que estão colocando este assunto em seus clamores. Também acompanhamos os PMs de Cristo, que são membros da Aliança, em sua dor, sentimento de perda e angústia e em sua mobilização e intercessão pelo cessar dessa violência e a busca de uma vivência de paz e justiça em São Paulo e em nosso país. Na graça e na misericórdia de Deus, Conselho Gestor da Aliança Evangélica

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Esboço: Com minha casa servirei ao Senhor

Josué 24.14-15 Tese: O testemunho cristão no lar é tão importante quanto os trabalhos missionário e evangelístico, pois o lar é a base, o espelho e o estágio preparatório de nosso serviço comunitário. A – INTRODUÇÃO i) Necessidade imperiosa de temer a Deus ii) Com integridade e fidelidade iii) Abandonando (jogar fora) outros deuses iv) Decidindo (escolhendo) a quem servir: o Senhor ou os deuses tradicionais (costumes da terra) B – DESENVOLVIMENTO I - Eu e a minha casa 1. Casa é lar 2. Casa é família 3. Casa é abrigo 4. Casa é onde estamos juntos e cuidamos uns dos outros (1 Tm 5.8) II - Serviremos 1. Servir é cuidar 2. Servir é prover 3. Servir é atender 4. Serviremos, decidia e especialmente, a família da fé (Gl 6.10) III - Ao Senhor 1. O Senhor é alvo de nosso amor e cuidado 2. O Senhor é digno de ser servido 3. O Senhor merece nossa integridade, fidelidade e dedicação (Cl 3.18-41) C – CONCLUSÃO i) Condicionemos toda a nossa ação sob o propósito de atender ao Senhor com zelo. ii) A família é escolha do Senhor como o melhor aparelhamento para o serviço dos sés santos. Comunidade (Comunidade Evangélica Missão Ágape, Vila da Penha, RJ) – Manhã de domingo, 16/09/2012

Esboço: Improvável socorro

1 Reis 17.1-16 Deus opera maravilhas na experiência individual de um servo comprometido, obediente ao Senhor e este deve ir compartilhar as maravilhas de Deus no decurso de sua missão. A - INTRODUÇÃO i) Foi apenas um estágio preparatório do profeta Elias o milagroso sustento junto ao ribeiro Querite ii) Enquanto o ribeiro fluiu, Elias teve água, alimento, proteção, quando havia carência desesperadora em toda a região iii) Esse estágio prévio foi fundamental para o desempenho do ministério que viria a realizar em terras fenícias. B - DESENVOLVIMENTO I Parceria missionária com uma família estrangeira: Em direção ao desafio 1. Ações importantes do profeta: a) dispôs-se b) levantou-se c) partiu para o campo missionário 2. No campo missionário (Sarepta, nas proximidades de Sidon, Fenícia/Líbano), Elias pôs em prática os ensinos de sua experiência individual junto ao ribeiro Querite II A partilha de um socorro improvável - Hebreus 11.1; Mateus 11.12 1. Com uma palavra de incentivo, o profeta ensina a viúva sobre o exercício da fé a) é pela fé que somos incluídos na Salvação 2. A viúva se exercita na disciplina (obediência a um critério) e cresce em liderança e maturidade a) Elias foi reconhecido por ela como uma referência espiritual b) Conforme o Novo Testamento, João Batista exerceu um ministério de liderança espiritual entre o povo e era respeitado até pelos grandes e poderosos C - CONCLUSÃO i) Deus sempre cumpre suas promessas ii) Confiar no Deus da promessa assegura a concretização do milagre iii) Em conseqüência, é reconhecida a liderança como profeta e homem (ou mulher) de Deus

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Acumulação

Há pessoas doentes da alma, que vivem para acumular. Os acumuladores juntam coisas e até animais, como demonstra um documentário do Canal Discovery, na TV a cabo. São pessoas que sofrem de certo transtorno, pelo qual se sentem impelidos a ajuntar objetos, sem poder se desfazer deles. Dão sempre uma desculpa racional para o hábito, que dificilmente reconhecem como doentio. O motivo é sempre sentimental ou econômico. Pessoas de fora não enxergam razões para a acumulação, pois o mecanismo psicológico do acumulador é sempre oculto, instalado na alma humana. Estima-se que haja cerca de três milhões de pessoas, de todas as faixas etárias, com esse transtorno. Esse hábito pode esconder tremendas frustrações e sentimento de vazio emocional, o qual a pessoa acumuladora tenta superar amontoando coisas que lhe dão certa satisfação. O termo ‘acumular’ vem do latim e significa juntar, amontoar, empilhar. A idéia embutida na expressão é a de reunir e conservar uma boa quantidade. A Bíblia diz: “Ai daquele que ajunta... bens mal adquiridos, para por em lugar alto o seu ninho” (Hc 2.6). Aqui, ajuntar está no contexto de saque, pilhagem, roubo. “Não acumuleis... tesouros sobre a terra.... mas ajuntai... tesouros no céu” (Mt. 6.19-20). O evangelista se refere ao contraste entre manter valores e projetos aplicáveis apenas à vida terrena e transitória e formar um patrimônio de valores espirituais, rendendo para além, na eternidade. “... Segundo a tua dureza e coração impenitente acumulas ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (Rm. 2.5). Paulo censura o fingimento de alguns que queriam parecer bons apenas para julgar e condenar outras pessoas, estando eles mesmos em pecado. “O vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugem... há de ser por testemunho contra vós mesmos... tesouros acumulastes nos últimos dias” (Tg 5.3). O contexto mostra que o autor critica gente gananciosa, que enriquece com a miséria de outros. Na Bíblia, a acumulação é freqüentemente tratada como um distúrbio social, entre pessoas. É um pecado que marca os relacionamentos, gera abusos e deixa gente machucada. Não é apenas o transtorno de ajuntar coisas inúteis, mas principalmente um modo de oprimir pessoas e estragar o convívio. Jesus nos ensina a repartir o que temos. Ele quer que multipliquemos para todos, como ensinou o Mestre no milagre dos pães e dos peixes (Mc 6.30-44).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vivendo em uma fortaleza - Rev. LUCIANO P. VERGARA

Leia Salmos 27.1-7***** O salmista fala de um lugar iluminado e seguro. Em sua vida, Deus lhe proporciona luz e salvação. Nesse lugar, o autor sente-se protegido, mesmo que esteja cercado por um exército. Que lugar formidável é esse? Qual fortaleza inexpugnável lhe serve de morada? O rei Davi, que escreveu o Salmo 27, ficou muito triste quando soube da vitória de suas tropas contra as de seu filho Absalão, que usurpara o reinado, provocando a fuga do próprio pai. Absalão, agora, estava morto. Mas a atitude do rei precisava considerar a continuidade do reino e o retorno à normalidade. Havia terminado a tirania. Seu povo estava livre e o trono, legitimado. De onde vinha a confiança do rei? Vinha do fato de poder ele invocar a fidelidade do seu Deus, de estar oculto sob o teto de sua habitação – o pavilhão. As esperanças de Davi, em momentos de angústia voltavam-se para o tabernáculo, a tenda do santuário, a casa de Deus. Teve, provavelmente, a mesma lembrança que temos em nossas lutas: nós nos lembramos da igreja e do povo que ora. Mais ainda: o nosso templo é o próprio Jesus Cristo (Jo 2.19-22), o qual, mesmo tendo sido morto, ressuscitou em três dias, isto é, reergueu o verdadeiro templo – seu corpo – da morte. Daí, concluímos que Davi, mesmo considerado vencido e acabado, voltou ao trono para terminar gloriosamente o seu reinado porque se sentia abrigado pelo templo e fortaleza de seu Deus. Ele creditou a Deus sua vitória, pois não hesitou em clamar: “Ouve, Senhor, a minha voz..., responde-me.”

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Modelo de sociedade - Leia a Bíblia em Eclesiastes 4.9-12

“Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”, ensinava o antigo ditado. Vivemos, hoje, em uma sociedade competitiva, na qual disputar é mais comum do que repartir. Obviamente, quando a solução para encontrar conforto e satisfação for a mera aplicação de um raciocínio quantitativo, faz sentido haver disputa entre as pessoas. Mas seria esta a única verdade possível, o único modo de obter uma condição satisfatória de vida? A Bíblia ensina que há como se obter uma “melhor paga do trabalho”: a partilha de esforços. Dois indivíduos, atuando juntos na mesma empreitada, podem terminá-la mais rápido, com resultados melhores. Isto porque, quando somam as habilidades e esforços de ambos, o que eles alcançam ultrapassa o resultado matemático. Na partilha, o estímulo emocional da boa vontade os anima a alcançarem mais do que se estivessem isolados, sem comunhão, sem solidariedade. O que aprendemos com a passagem de Eclesiastes é que a partilha potencializa nossos esforços e multiplica os resultados. Quando uma comunidade, diante de um problema, busca uma solução compartilhada por todos, não é apenas aquele problema que é solucionado; desaparecem conflitos, depressões são superadas, a auto-estima melhora e as pessoas passam a usar o mesmo modelo para a solução de outros problemas. No fim, o ganho é sempre maior do que estar a sós. É preciso vencer o costume de se isolar, de tentar resolver as coisas apenas de um jeito, de viver sem se incomodar com o que incomoda o vizinho ao lado. Em Cristo, somos família, somos comunidade de direitos e responsabilidades, somos povo de Deus, que mutuamente se respeita e se ama. E, segundo a promessa de Jesus (Mt 16.18), nem as portas do inferno podem resistir a esse povo que o Mestre chamou de igreja.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Brasil: 22,2% de evangélicos - Luciano P. Vergara, jornalista

A divulgação do censo do IBGE, com dados relativos a 2010, trouxe a lume o aumento significativo e inquietante da presença do segmento evangélico na população brasileira. Somos hoje algo em torno de 42 milhões de pessoas que assumem sua identidade com as práticas das mais variadas igrejas evangélicas. Ainda é um fenômeno marcadamente urbano, mas não exclusivamente das grandes metrópoles. Se um dia foi tido como um fenômeno apenas dentre as classes proletárias, hoje ser evangélico também pode ser visto como um movimento socialmente emergente, com empresários, profissionais liberais destacados e integrantes do alto funcionalismo em todas as esferas. O impacto econômico e a gama de serviços e produtos ensejados pelo segmento são visíveis na publicidade, nos meios de comunicação de massa, face ao incremento de sua produção cultural. Na esfera intelectual, os meios acadêmicos de hoje contam, cada vez mais, com profissionais, pesquisadores, estudantes e empreendedores que assumem a sua condição de evangélicos. Porém, existe o risco fortíssimo de acomodação filosófica e de um pacto dessa camada emergente com os valores, práticas e objetivos da elite burguesa e política. A combatividade de uma minoria, historicamente herdeira da expansão missionária do século XIX e que atingiu sua maioridade a partir dos anos 30 do século passado, pode ser sucedida por uma redefinição de seu papel social e político em razão de ter alcançado as benesses da ascensão social. Deste modo, supor que em breve os evangélicos ultrapassarão a metade da população do país não justifica repousar sobre louros históricos. Uma questão de tempo, talvez. Mas há ingredientes no interior do processo que devem ser observados, sob pena de, em pouco mais de 150 anos desde que se fundaram aqui as primeiras comunidades protestantes de missão, chegarmos ao topo da sociedade e não a termos transformado; pior, de a termos deformado. Onde mais crescemos? Se há mais evangélicos, é preciso verificar onde houve aumento, porque e para quê. Foi apenas na base – as classes C, D, E? Neste caso, o aumento não nos coloca em posição de liderança social, política e intelectual. Continuaremos a desempenhar papel subalterno, sem influir diretamente nas decisões que afetarão os rumos do país. Com quem mais nos parecemos politicamente? Com os setores reacionários, conservadores da antítese “casa grande – senzala”, efeito comum a quem enriqueceu e se estabilizou, ou com os setores progressistas, insatisfeitos com o lugar que lhes foi reservado pelos “pais” da nação? A resposta a este quesito é fundamental para que seja avaliado se amadurecemos para acumular ou para repartir; se negamos nossa origem e abjuramos nosso mandato ou, ao contrário, se confirmamos que nossa caminhada até o topo se inicia na manjedoura. Brasil mais evangélico Um país em cuja população há quase um evangélico para cada quatro habitantes tem o seu perfil cultural alterado pelos valores evangélicos. Para as próximas décadas, há muitas perguntas aguardando resposta. Pode-se esperar mais respeito entre as pessoas? Mais amor entre diferentes? As estatísticas refletirão mais tolerância? Diálogo ao invés de altercações? Haverá mais perdão? Se a população evangélica, cujas fontes são o Evangelho de Jesus Cristo, o legado bíblico e respeitáveis tradições da civilização protestante, como ficará o respeito à mulher? Como serão tratados idosos e crianças? Que lugar ocuparão na agenda política os direitos de trabalhadores? Que estatuto regerá o tratamento às pessoas especiais e aos mais pobres? Haverá mais inclusão pela educação, os cidadãos terão mais responsabilidade na conduta civil ou continuarão infantilizados pelo paternalismo político, pródigo em bolsas e econômico em cultura e cidadania? Valores cristãos País evoluído há de querer redefinição de papéis e responsabilidades. Os valores evangélicos que se supõe acompanharem a nova palavra de ordem apontam, entre outros, para a família brasileira, que há muito espera por mais saúde, justiça, educação, habitação, acesso aos avanços sociais, econômicos e culturais de um país desenvolvido. Se os evangélicos influem na política, espera-se mais transparência nas finanças e na administração de políticas públicas. Os valores de uma sociedade também afetam os códigos legais. Como ficará o casamento monogâmico entre pessoas de sexos opostos? Haverá lugar a decisões judiciais impermeáveis a esses valores, com castas de juízes reinterpretando a própria constituição? É de se esperar que, com mais evangélicos na sociedade, seja outra a densidade ética dominante. E, no âmbito religioso – templos, confissões e instituições ligadas à fé –, as condutas morais e o saber teológico revelem maior compromisso com a Bíblia e menos do falacioso marketing de empreendimentos religiosos. Afinal, com a consciência afinada com a expectativa do Reino de Deus entre nós, havemos de superar, de um lado, os supermercados da religião barateadora das dádivas espirituais e, do outro, a sedução da teocracia oferecida pelos “aiatolás” do messianismo fanático travestido de líderes evangélicos.