Toda técnica só é válida quando promove o ser humano em conexão com Deus, com o semelhante e com o ecossistema em que vive. Qualquer cultura só tem valor autêntico quando aperfeiçoa as pessoas para estas interagirem assim.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Lembrete pra você: Aliança Evangélica
Vai este lembrete para quem valoriza a Aliança Evangélica Brasileira: Sábado, dia 21/04, falei no programa Vida e Missão (GNT RJ, canal 9 da TV aberta ou canal 22 da Net, sábado às 12h). Quem quiser, pode ver em http://www.youtube.com/watch?v=k5woP40clz4
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Pastor Álvaro Trindade está com Jesus
Domingo, 22 de abril de 2012. Retira-se um valente. E também um amigo. O professor Reverendo Álvaro José Cortes da Trindade lutou por quatro meses: varizes no esôfago, fígado paralisado, bacteremia, remoção do baço, sucessivas entradas na UTI, Damaris e filhos angustiados. O bravo herói resistiu até o fim, combateu o bom combate. Não com a enfermidade, mas contra o pecado. A doença foi apenas o meio que Deus permitiu aproximá-lo mais a si até, enfim, trazê-lo para os Seus braços. Ele foi sendo refinado, eliminando o pecado, primeiro de si mesmo, depois também de outros. No hospital, sua expressão era a de quem já contemplava a face do Altíssimo, nada o poderia abalar, evangelizava a toda hora; todos os plantões ouviram do amor de Deus. Reuniu ao seu redor outros valentes, que o encorajaram, oraram com ele e sua família. Mas aprouve ao Senhor recolhê-lo à eternidade. O Senhor o deu, o Senhor o tomou. Bendito seja o nome do Senhor.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Bom dia, Israel!
Boa leitura nos proporciona Israel Belo de Azevedo, em seu blog Prazer da Palavra. Confira a meditação de 07/03/2012:
VENCER É PERDER
"Acumular" é verbo que queremos conjugar em todas as áreas da vida.
"Perder" é verbo que nos deprime.
Por isto, todos os conceitos, até os mais sublimes e mais sagrados, se tornam reféns da ideia de vitória como acréscimo.
Até mesmo o conceito de graça, central na fé cristã, pode sofrer deste vício. Receber a graça se tornou receber "graças", vale dizer, coisas e mais coisas, numa espiral sucessiva. Não admitimos que a graça possa implicar em perda.
Quando Jesus disse que, para segui-lo, precisamos tomar a nossa cruz, estava nos mostrando a necessidade da renúncia. Renunciar é perder.
Renunciar é abrir mão do poder que temos. Porque podemos nos ter tornado autoritários.
Renunciar é abrir mão das coisas que possuímos. Porque podemos estar seguros com elas.
Renunciar é abrir mão das ideias que esposamos. Porque podemos estar errados.
A cruz de Jesus não tem poder, senão o poder da fraqueza.
A cruz de Jesus é um convite à liberdade, que vem pela renúncia.
Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo
VENCER É PERDER
"Acumular" é verbo que queremos conjugar em todas as áreas da vida.
"Perder" é verbo que nos deprime.
Por isto, todos os conceitos, até os mais sublimes e mais sagrados, se tornam reféns da ideia de vitória como acréscimo.
Até mesmo o conceito de graça, central na fé cristã, pode sofrer deste vício. Receber a graça se tornou receber "graças", vale dizer, coisas e mais coisas, numa espiral sucessiva. Não admitimos que a graça possa implicar em perda.
Quando Jesus disse que, para segui-lo, precisamos tomar a nossa cruz, estava nos mostrando a necessidade da renúncia. Renunciar é perder.
Renunciar é abrir mão do poder que temos. Porque podemos nos ter tornado autoritários.
Renunciar é abrir mão das coisas que possuímos. Porque podemos estar seguros com elas.
Renunciar é abrir mão das ideias que esposamos. Porque podemos estar errados.
A cruz de Jesus não tem poder, senão o poder da fraqueza.
A cruz de Jesus é um convite à liberdade, que vem pela renúncia.
Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo
Um soneto à confiança
Nunca fui imperador, nem há indícios de que num "pujillo" de terra descansarei "sem tardança". Mas a afinidade que tenho com o soneto "Terra do Brazil", de Pedro II, escrito durante seu exílio na Europa, vem de certas experiências amargas - que, claro, todos já tivemos - com alguém de quem não esperávamos receber senão respeito e consideração. 
O soneto de Pedro II é cheio de saudades e nacionalismo melancólico, ressentimento explicável pela desfeita do expatriamento, após meio século de dedicação aos assuntos públicos, mas é a confissão final do soneto que cativa minha simpatia: "sereno, aguardarei... a justiça de Deus na voz da história". É uma profissão de fé na fidelidade divina que, a despeito de épocas e indivíduos, sempre fará a justiça triunfar.
TERRA DO BRAZIL
Espavorida agita-se a criança,
De nocturnos phantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descança.
Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugillo de terra; e nesta creio,
Brando será meu somno sem tardança...
Qual o infante a dormir em peito amigo
Tristes sombras varrendo da memoria,
Oh doce Patria, sonharei contigo!
E, entre visões de paz, de luz, de gloria,
Sereno aguardei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da Historia!
D. Pedro D'Alcantara.

O soneto de Pedro II é cheio de saudades e nacionalismo melancólico, ressentimento explicável pela desfeita do expatriamento, após meio século de dedicação aos assuntos públicos, mas é a confissão final do soneto que cativa minha simpatia: "sereno, aguardarei... a justiça de Deus na voz da história". É uma profissão de fé na fidelidade divina que, a despeito de épocas e indivíduos, sempre fará a justiça triunfar.
TERRA DO BRAZIL
Espavorida agita-se a criança,
De nocturnos phantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descança.
Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugillo de terra; e nesta creio,
Brando será meu somno sem tardança...
Qual o infante a dormir em peito amigo
Tristes sombras varrendo da memoria,
Oh doce Patria, sonharei contigo!
E, entre visões de paz, de luz, de gloria,
Sereno aguardei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da Historia!
D. Pedro D'Alcantara.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Comigo Deus está
Pode a vida dar voltas,
Nada temo do amanhã,
Cuidado qualquer que seja
Em Cristo espero e confio,
A vitória cedo viceja,
Desdenho todo arrepio,
Sorrio a cada manhã.
Se durmo sossegado,
É ‘que Ele me sustém.
Levanto confiante
E sigo meu caminho,
Cristo vai comigo avante,
E sob asas, em seu ninho,
Sou seu filho, sou alguém
Que querem homens me fazer?
Tropeçar? Temer? Cair?
De nada servem as artimanhas.
Se comigo Deus está,
Voraz goela, mesmo tamanha,
Engolir-me jamais fará,
D’armadilha Deus me faz sair.
Quero hoje celebrar
Dele a fidelidade.
Sem Ele, estava perdido.
Pela fé em Jesus encorajado,
Sigo em frente, atrevido.
E, com riscos a todo lado,
Canto a sua lealdade.
Rev. Luciano P. Vergara
Nada temo do amanhã,
Cuidado qualquer que seja
Em Cristo espero e confio,
A vitória cedo viceja,
Desdenho todo arrepio,
Sorrio a cada manhã.
Se durmo sossegado,
É ‘que Ele me sustém.
Levanto confiante
E sigo meu caminho,
Cristo vai comigo avante,
E sob asas, em seu ninho,
Sou seu filho, sou alguém
Que querem homens me fazer?
Tropeçar? Temer? Cair?
De nada servem as artimanhas.
Se comigo Deus está,
Voraz goela, mesmo tamanha,
Engolir-me jamais fará,
D’armadilha Deus me faz sair.
Quero hoje celebrar
Dele a fidelidade.
Sem Ele, estava perdido.
Pela fé em Jesus encorajado,
Sigo em frente, atrevido.
E, com riscos a todo lado,
Canto a sua lealdade.
Rev. Luciano P. Vergara
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
A ausência de Dom Robinson Cavalcanti
A partida de Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti e sua esposa, Miriam, deixa órfãos a Igreja Cristã no Brasil, a academia nacional e um sem número de pessoas que tinham em suas reflexões, literatura e atitudes de genuíno cristianismo um exemplo valioso.Em um momento quando Igreja e Sociedade mais necessitam de densidade e profundidade do pensamento, conhecimento e caráter, essa ausência se torna mais pungente. O que nos conforta é lembrar do convívio fraternal, dos textos e palestras inteligentes, do bom humor, de tudo que dava ao bispo aquele ar jovial e amigo. Por todas estas coisas, vamos, inevitavelmente, sentir muitas saudades.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Uma casa feita por Deus fala de Jesus
Texto-base: 1 Pedro 2.1-5
Tese: Nossa proximidade ao Senhor estrutura nossa vida espiritual e nos habilita a proclamar os méritos de Cristo
A – Introdução: Nas Notas explanatórias de João Wesley, encontramos indicações preciosas sobre a passagem. Nelas, Jesus, mesmo rejeitado pelas religiões anti-bíblicas, pelos céticos e por falsos cristãos, é o escolhido de Deus para ser fundamento da Igreja. Ele é precioso, tanto para o Pai quanto para os que crêem.
E os crentes são “pedras” que vivem exclusivamente por mérito divino, que:
a) se achegam (gr., 'assentam com' e 'consentem com') pela fé a Jesus, a nossa Rocha eterna, base firme e maior do que qualquer construção humana;
b) são erigidos como uma casa espiritual, em total consagração (isto é, com exclusividade) a Deus;
c) fundados na solidez da Rocha (Jesus);
d) vivendo em união uns com os outros;
e) consagrados a Deus, em santidade, para oferecer alma, corpo, pensamentos, palavras e ações como sacrifícios espirituais.
B – Ensino bíblico:
I. “Chegando-vos para ele”
1. Além de “achegar-se”, o verbo proserkómai siginifica assentar-se...
a) e ouvi-lo, aprender com ele
2. E também significa consentir
a) permitindo que Jesus faça mudanças em nossas vidas
b) para passarmos a imitá-lo (1 Co 11.1: “sede meus imitadores”)
II. Edificados em casa espiritual
1. Para nos constituirmos em um sacerdócio real
a) casa: aqui, trata-se de um templo
b) rei e sacerdote: liderança e misericórdia
2. Para oferecermos (heb. ‘alêhu: erguer, apresentar) sacrifícios agradáveis a Deus
3. Para proclamarmos suas virtudes ao mundo
a) por meio de atos e palavras
b) realizações e discursos
c) postura e gestos
C – Conclusão:
Nenhuma construção é mais importante do que a nossa vida espiritual (Ageu 1.4)
A construção de um templo é um projeto que devemos consagrar a Deus, senão será uma pirâmide, uma torre de Babel.
Sem sacrifícios (alçamento, entrega a Deus do que nos é importante), a) não temos a bênção de Deus, b) não testemunhamos de Cristo e c) não expandimos seu Reino entre a humanidade.
* Mensagem pregada no culto vespertino da Catedral Metodista do Rio de Janeiro - I.M. Catete, domingo, 19/02/2012)
Tese: Nossa proximidade ao Senhor estrutura nossa vida espiritual e nos habilita a proclamar os méritos de Cristo
A – Introdução: Nas Notas explanatórias de João Wesley, encontramos indicações preciosas sobre a passagem. Nelas, Jesus, mesmo rejeitado pelas religiões anti-bíblicas, pelos céticos e por falsos cristãos, é o escolhido de Deus para ser fundamento da Igreja. Ele é precioso, tanto para o Pai quanto para os que crêem.
E os crentes são “pedras” que vivem exclusivamente por mérito divino, que:
a) se achegam (gr., 'assentam com' e 'consentem com') pela fé a Jesus, a nossa Rocha eterna, base firme e maior do que qualquer construção humana;
b) são erigidos como uma casa espiritual, em total consagração (isto é, com exclusividade) a Deus;
c) fundados na solidez da Rocha (Jesus);
d) vivendo em união uns com os outros;
e) consagrados a Deus, em santidade, para oferecer alma, corpo, pensamentos, palavras e ações como sacrifícios espirituais.
B – Ensino bíblico:
I. “Chegando-vos para ele”
1. Além de “achegar-se”, o verbo proserkómai siginifica assentar-se...
a) e ouvi-lo, aprender com ele
2. E também significa consentir
a) permitindo que Jesus faça mudanças em nossas vidas
b) para passarmos a imitá-lo (1 Co 11.1: “sede meus imitadores”)
II. Edificados em casa espiritual
1. Para nos constituirmos em um sacerdócio real
a) casa: aqui, trata-se de um templo
b) rei e sacerdote: liderança e misericórdia
2. Para oferecermos (heb. ‘alêhu: erguer, apresentar) sacrifícios agradáveis a Deus
3. Para proclamarmos suas virtudes ao mundo
a) por meio de atos e palavras
b) realizações e discursos
c) postura e gestos
C – Conclusão:
Nenhuma construção é mais importante do que a nossa vida espiritual (Ageu 1.4)
A construção de um templo é um projeto que devemos consagrar a Deus, senão será uma pirâmide, uma torre de Babel.
Sem sacrifícios (alçamento, entrega a Deus do que nos é importante), a) não temos a bênção de Deus, b) não testemunhamos de Cristo e c) não expandimos seu Reino entre a humanidade.
* Mensagem pregada no culto vespertino da Catedral Metodista do Rio de Janeiro - I.M. Catete, domingo, 19/02/2012)
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