sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Brasil transparente

Com a lei que promete passar o país a limpo e revelar os porões da ditadura, acredita-se que a memória dos "anos de chumbo" virá à tona e a verdade que está para brotar confirmará anjos e demônios dos 21 anos do regime de exceção.

"Todo país tem o direito de conhecer a sua própria história" é, certamente, uma bonita frase de efeito. Haverá alguém contra tal aspiração? Nem seria preciso responder, mas apenas se as verdades sobre os dois lados antagônicos da sociedade - que muitos supõem serem a sociedade e os militares - puderem ser avaliados com imparcialidade, usando-se pesos iguais.

Revelar os porões do Brasil de 1964 a 1985 pode requerer um instituto de criminalística (um "CSI", como está na moda). Mas é possível que uma parcela interessada dos personagens envolvidos, de ambos os lados, queira ganhar as benesses da história apenas com a claque, assobiando, batendo palmas, com faixas e buzinas. Pra quê investigar, colher impressões digitais, gravar depoimentos e outras provas? Basta o que dizem as "vítimas", entre eles José Genoíno e José Dirceu, dois denunciados por escândalos político-econômicos, de um lado, e dentre os fascistas da ditadura, pelo menos os que sobraram, supostamente pessoas do relacionamento do deputado federal Jair Bolsonaro, no outro extremo. E não esqueçam a própria presidente da República, Dilma Roussef, na ala esquerda, com seus antigos companheiros de armas.

Apesar da Lei da Anistia, hoje com mais de 30 anos, a chegada da onda revisionista parece vir para fazer justiça contra um dos lados e credenciar, pelos livros escolares, as barbas dos novos santos do marxismo latino-americano. Uma investigação autônoma, porém, terá de ser, necessariamente, isenta e equilibrada. Mas quem está preocupado com isto? Importante mesmo é que apenas uma versão da história predomine. E ninguém duvida de qual lado terá sua versão como a única expressão da verdade.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

DESOCUPADO CAMPUS DA USP

Homens da Polícia Militar de São Paulo cumpriram, na terça-feira, 8 de novembro, a missão de desocupar o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), invadido desde a madrugada do dia 2 por estudantes que exigiam o fim da presença da PM no campus.

Cerca de 400 policiais, apoiados por helicópteros e cavalaria, entraram na reitoria da USP, na zona oeste da capital paulista, e pelo menos 70 estudantes foram levados à delegacia. No local desocupado foram encontrados rojões e explosivos artesanais ao lado de uma pichação em que aparece uma viatura da polícia sendo virada por manifestantes mascarados e portando um coquetel molotov (espécie de bomba caseira feita de garrafa, combustível e pavio).

O portão que dá acesso ao prédio foi arrombado por cerca de 400 policiais no fim da madrugada e, segundo a coronel PM Maria Aparecida de Carvalho, esse efetivo atuou para que tudo ocorresse pacificamente. Por razões ainda a serem melhor esclarecidas, essas providências só ocorreram oito dias após a invasão, cometida por elementos derrotados em uma votação organizada pelos próprios estudantes, contrariando a vontade da maioria e dos representantes legais da universidade.

A PM informou que 70 estudantes – 46 homens e 24 mulheres – foram retirados do prédio e detidos no 91º DP para averiguação e posteriormente fichados pela Polícia Civil. Na seqüência, os envolvidos responderão por não terem cumprido a ordem judicial de abandonar o prédio no prazo dado pela Justiça. Caso a perícia comprove estragos, eles também responderão por danos ao patrimônio público.


ACABOU A BAGUNÇA

Além do vandalismo constatado, exemplos de anarquia exibiram, por mais de uma semana, a falta de energia e decisão das autoridades, aparentemente preocupadas com uma repercussão supostamente negativa, caso a lei fosse aplicada e os invasores se passassem por vítimas no processo do restabelecimento da ordem.

A imprensa só teve acesso ao prédio da reitoria após a desocupação, mas constatou-se que paredes e estátuas foram vandalizadas e havia diversas manifestações contra a gestão do reitor João Grandino Rodas.

A ocupação do prédio da reitoria da USP começou como um protesto pela detenção de três estudantes que estariam fumando maconha no estacionamento durante uma festa promovida no campus na semana anterior. As reivindicações dos estudantes foram ouvidas, deixando então a reitoria, e promoveram uma assembléia na noite de terça-feira, que decidiu pelo cancelamento de nova invasão.

Foi num ato anti-democrático que uma minoria de baderneiros resolveu afrontar a polícia e a sociedade. Considerando o histórico de resistência aos atos de intransigência vividos no passado, os invasores aparentemente contaram com o temor das autoridades de serem vistas com antipatia por ingressar no campus para garantir a ordem e inibir práticas anti-sociais.

Foram divulgadas pela reitoria da USP imagens que mostram o momento em que várias pessoas forçam o portão e invadem o local. Mas os estudantes se dividem entre os que são favoráveis à presença da PM, que atende a um pedido da universidade após a morte de um estudante, supostamente durante um assaltado no campus, e os que não desejam as patrulhas no local. Já alunos contrários à presença da polícia, sem se identificar e de rosto encoberto, dizem que a PM age com truculência.

Fonte: Ig Último Segundo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Fórum da Aliança Cristã Evangélica

Já se inscreveu para o 1º Fórum da Aliança Cristã Evangélica Brasileira, que acontecerá em Brasília, de 24 a 26 de novembro? A dica é entrar na página da Aliança (www.aliancaevangelica.org.br/forum) e se inscrever.

O custo da inscrição é de 80 reais e é aberto a pastores e leigos indistintamente.

sábado, 22 de outubro de 2011

Morte de Kaddafi foi linchamento

Assistindo às cenas dos últimos momentos de Muammar Kaddafi, após ser descoberto, encurralado dentro de uma manilha, a sensação era de contemplar uma das cenas bíblicas do justiçamento de ímpios tiranos pagãos.

Não me venham dizer que foi troca de tiros, acidente e blá-blá-blá; foi linchamento mesmo. E ponto.

Triste. Mas é uma lição para quem gosta de posar de divindade, como era o caso de Kaddafi, que terminou assim sua vida de terrorismo internacional e desmandos contra o povo líbio. Morreu feito uma ratazana.

É, ele fez por merecer.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

De férias em Penedo - RJ


Após mais de um mês sem postagens, minha esposa e eu estamos em Penedo, no Sul fluminense. A região, para a qual não se poupam elogios, merece ser postada.

Mas preocupa-me a expansão turística da localidade, sem que se lhe dêem o necessário suporte e os limites para o crescimento. Em minha opinião de leigo, penso que se Penedo crescer demais, perderá a qualidade do sossêgo e rusticidade que a tornam tão aprazível. Enquanto isso, empresários do turismo só visam a exploração sem pensar no futuro. Prova disso são as atrações em restaruantes que promovem música e gastronomia associadas ao consumo de álcool até altas horas.

Fora isso, Penedo é ótima para passear a pé, a cavalo, bicicleta, quadriciclo, charrete... e namorar.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

John Stott está com Jesus

Aos 90 anos, John Stott, descansou e foi encontrar-se com o Senhor em que ele creu desde 1939, ao converter-se do agnosticismo à fé em Cristo.
Sua ausência, antes que deixar a Igreja órfã em uma época de raros exemplos de homens a serem imitados, leva-nos ainda mais à compreensão de que cumprimos um propósito maior e, apenas por um tempo, ministramos a este mundo mergulhado em contradições. Nosso lar definitivo é na companhia do Pai.
Decididamente, não somos seres naturais com uma experiência espiritual; somos, na verdade, seres espirituais passando por uma experiência natural. E nosso alvo é a eternidade.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

RESUMOS PARA UMA AGENDA POSITIVA

GT DA ALIANÇA CRISTÃ EVANGÉLICA-RJ REALIZOU DOIS ENCONTROS E MARCOU O TERCEIRO

O Grupo de Trabalho da Aliança Cristã Evangélica Brasileira-RJ teve duas reuniões (em 26 de maio, no Seminário Betel, e em 13 de julho, na Primeira Igreja Batista em Vila Valqueire, ambas na capital fluminense). Integram o GT: Clemir Fernandes, Edgar Chagas, Eduardo Rosa Pedreira, Maria Jandira Cortes e Luciano Vergara, que coordena o grupo. Recentemente, tivemos a participação de Lívio Renato de Oliveira e de Remy Damasceno Lopes, os quais desejamos que se integrem e fiquem no grupo.

Com dois encontros já realizados, o GT agendou o terceiro para o dia 17 de agosto, às 9h30min, no auditório do Centro Cultural da Bíblia (Sociedade Bíblica do Brasil, Rua Buenos Aires, 135, Centro, Rio de Janeiro - RJ).

Quem desejar se comunicar com o GT e dar sugestões ou contribuir de algum modo para o avanço da Aliança-RJ, poderá escrever um e-mail para o coordenador: lpvergara@hotmail.com. Artigos assinados não serão publicados senão após consulta à coordenação nacional da Aliança, mas se quem escreve tem um veículo, o mesmo poderá ser indicado em uma nota.



Leia o que entrou nas pautas das duas reuniões:
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REUNIÃO DIA 26/05, NO SEMINÁRIO BETEL:

1) Ampla participação de LEIGOS nas decisões e atividades-fim, ao lado de clérigos: a Aceb não pode se resumir a uma entidade da classe pastoral, mas deve ser desafiada a incluir as competências laicas na consecução de seus objetivos;

2) Diversificação na LOCALIZAÇÃO de centros de atividade: Considerando-se que a presença evangélica é maior na Região Metropolitana da capital (destaque para a Baixada Fluminense e a Zona Oeste), é razoável priorizar tais espaços no planejamento de reuniões e atividades pertinentes aos objetivos da Aceb-RJ. Espaços comuns no Centro da capital e pólos regionais no interior do Estado do Rio de Janeiro também devem ser considerados.

3) Valorização das COMPETÊNCIAS MISSIONÁRIAS: A Aceb-RJ não deve reinventar o que organismos evangélicos já vem fazendo, e sim, aproveitar a eficácia dos trabalhos missionários (evangelização, capelanias, integração etc.). Queremos organizar frentes de atuação em forma de capelanias especializadas, integradas por grupos e indivíduos que sabem fazê-lo.

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REUNIÃO DIA 13/07, NA PIB EM VILA VALQUEIRE:

Para uma caminhada efetiva da Aliança Cristã Evangélica Brasileira no Estado do Rio de Janeiro, cuja sociedade carece de um testemunho cristão vivo e capaz de orientá-la com princípios que balizem a construção de uma nova realidade é preciso:

Que os cristãos fluminenses sinalizem em seus discursos e ações a unidade da fé, conforme o ensino evangélico de João cap. 21;
Que o convívio entre membros de igrejas evangélicas testemunhe para a sociedade uma índole que brota da relação que aqueles mantém com o espírito neotestamentário, basicamente de fé, esperança e amor, conforme o dizer de Paulo em sua Primeira Carta aos Coríntios 13.13;
Que a presença evangélica no Estado do Rio de Janeiro, avance para além de seu legado histórico, de seu presente quase sempre proletário, sobretudo na massa populacional da Região Metropolitana em torno da capital. O povo de Deus poderá redescobrir o significado de Deuteronômio 28.13: “E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás por cima, e não por baixo; se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, para os guardar e cumprir”. Bem distante da aplicação rasa e imediata de prosperidade material e poder político, a liderança evangélica se concretiza ao inserir-se na sociedade como agente moral, cultural, econômico e político.
O aspecto moral de sua imbricação social deve atingir o grau de influência na opinião pública, “salgando” e “clareando” sentimentos e consciências a partir de valores e atitudes positivos, construtivos, de estruturação das forças voltadas ao bem de todo o povo.
O aspecto cultural liga-se aos princípios formadores dos valores espirituais que sejam alternativa e estímulo aos significados mais salutares para nortear os papéis de famílias e organismos no interior dessa sociedade.
O aspecto econômico diz respeito ao peso econômico que tem e poderá vir a ter no contexto da vida laboral, financeira e fiscal fluminense, no sentido de assumir relevância no cenário econômico e dialogar em alto nível com outras esferas de poder social, econômico e político.
O aspecto político é, talvez, o mais desafiador de todos, pois tem sido nessa quadra onde os evangélicos menos têm dado um testemunho à altura de seu legado histórico e espiritual, confundindo-se com o que há de canhestro na política brasileira e deixando de disciplinar com coragem e exemplo de honradez as práticas parlamentares e o trato com a coisa pública. Assim, a ação política dos evangélicos fluminenses deve acolher os modelos de Neemias e de Daniel em matéria de natureza política.
Que o testemunho cristão seja um instrumento de Deus para levar o nosso povo a um grau mais adiantado no processo civilizatório, inaugurando as bênçãos do Reino por vir dentro do tempo e do espaço deste mundo ainda tão contraditório e prolongando-se na linha temporal e restaurando uma era de avanços possíveis na relação com Deus e entre as pessoas.


NOTA 1: Na reunião de hoje, deliberamos iniciar um canal aberto na web, com links para textos e notícias dentro das áreas abrangidas pela Aliança-RJ. Os principais veículos que informam o segmento evangélico e os meios de comunicação estão na lista de divulgação a serem usada para expressar objetivos da Aliança Cristã Evangélica Brasileira e comunicações formais da Aliança-RJ chanceladas pela coordenação nacional da Aliança.

NOTA 2: Após a reunião, a primeira reação externa veio do Pr. Prof. Henrique Ajraújo. Em sua mensagem, ele pontua: "Que a reflexão cristã seja gerada a partir da mente de Cristo, revelada em Sua Palavra, a Bíblia, conduzindo a uma cosmovisão mais ampla da contemporaneidade para um diálogo coerente e relevante que vise transformação do status quo fluminente hodierno, segundo ensinamento de Romanos 12.2."