terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Tragédia na sede da Renascer

Olá, Laerte, Iara e família.

Este é certamente um momento angustioso para vocês, a igreja e para todos que invocam o nome do Senhor. Saibam que não estamos insensíveis, apesar da distância e das agendas que tanto nos absorvem.
Damos graças a Deus pelas vidas que foram poupadas nesse trágico acidente, inclusive a do Vinicius, e lamentamos a perda de vidas preciosas, levadas de modo tão brutal. No entanto, temos a confiança de que "preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos".
Quero crer que Deus está usando isso para fortalecimento espiritual, direção, correção e testemunho. E nisso vemos o propósito a que Estevam e Sônia se referem em seu pronunciamento.Com a nossa solidariedade e amor em Cristo,

LUCIANO, ELSE AMELIA e FILHOS

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dores que nos transformam

Dores que nos transformam - Quando frágeis, então somos fortes. Edson Fernando e Jonas Rezende. Editora Mauad, 2002. 135 pág.


Quase a totalidade das pessoas tem pavor à morte e as dores. Nem sempre, portanto, há quem se disponha a discutir o assunto, pelo menos, de maneira suave e relevante. Em Dores que nos transformam os pastores Edson Fernando e Jonas Rezende tentam dar conta do desafio.

Fernando, pastor da Igreja Cristã de Ipanema, no Rio, teve a iniciativa a partir de sua experiência assistindo famílias no hospital e de sua própria enfermidade. Jonas Rezende é conhecido nos meios acadêmicos e na TV Educativa (RJ), pai da atriz Lídia Brondi e freqüentemente relacionado ao amigo Neemias Marien, este reputado por muitos evangélicos como apóstata. A participação, proporcionalmente menor, de Jonas no livro deve-se a um projeto adiado dos autores e a experiência pessoal. Em 2001, Rezende lançou, também pela Mauad, A família maldita, onde tratou de alguns de seus dramas familiares, inclusive o afastamento de Lídia das telas da TV Globo.

"Para alguns, a dor convida à quietude. Para outros, à oração. Outros se entregam ao lamento".

Habituados a ouvir e aconselhar pessoas com as mais diversas inquietações da alma e do espírito, sobretudo gente que circula nos meios mais esclarecidos e liberais, Fernando e Rezende escrevem em um tom que tende ao intimismo. Talvez por isto, a leitura dá a impressão de estarem, eles mesmos, expiando suas próprias dores, embora a tentativa evidente é "chorar com os que choram".

Para dar suporte aos comentários, as três seções se organizam num plano comum. Dores... oferece o ser humano como ponto de partida para a relação do ser humano em relação à pluralidade da vida, a dignidade na dor e a integridade na morte. E, sobre todas as frustrações que acompanham a existência humana, a morte talvez exerça a mais densa influência sobre o imaginário, com diversas manifestações simbólicas que se percebem no comportamento social e pessoal. Para quem não equacionou suas contas com a morte, a terceira parte do livro seria, via de regra, a primeira a ser folheada.

Rubem Alves, para quem a vida não se define biologicamente, questiona quem e o que define a vida: "na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais". O pensador, de fundo evangélico, também é citado no livro.

O projeto, despretensioso, com um texto que o recomenda apenas a um grupo seleto, indica que também existe atividade evangélica fora do círculo das principais editoras do meio. Numa situação assim, duas coisas chamam a atenção. A primeira é que, como não está no set das ditas evangélicas, a Mauad não conta com - e talvez nem pretenda - o público das demais, abrindo-se para outros segmentos. Sem público específico, é provável que a produção dependa do prestígio dos autores junto a amigos, colegas, alunos ou familiares. A segunda é que, a despeito do prefácio de Dores... admitir a intenção de não restringi-lo a "cinco ou seis pessoas", tudo aponta para a difícil tarefa de atrair leitores dispersos no público. Por exemplo, em que nicho identificam-se universitários evangélicos?

Natal brasileiro

Das chuvas que caem sobre as coxilhas do Rio Grande do Sul ou das barrancas orientais do Rio Paraná, cujas águas alisam terras dos barrigas-verdes, dos paranaenses e paulistas, até as dunas das praias potiguares, quase tão a leste quanto a ponta paraibana do Seixas, no "nariz"do país. Do litoral baiano e a foz do Vaza-Barris, em Sergipe, até o Pantanal Matogrossense, subindo para as florestas de Acre e Rondônia. Da longínqua fronteira noroeste da Amazônia até os Lençóis Maranhenses e os sítios arqueológicos do Piauí. Ou das selvas lambidas por vastos rios em Roraima e Amapá até o arquipélago de Fernando Noronha e os arrecifes de São Pedro e São Paulo. Também da Ilha da Trindade e capitais insulares de São Luis, Vitória do Espírito Santo e no antigo 'Desterro' de Santa Catarina até o coração das Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, como artérias que fluem pelo Tocantins ou se represam nas Alagoas ou desidratam no sertão cearense e se renovam em rincões do Pará. Do Rio de Janeiro, envio aos brasileiros um abraço natalino de paz e esperança na mensagem de Jesus.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu sei


Eu sei

Luciano P. Vergara


Eu sei, meu Deus, as coisas que fiz.

Digo que sei porque tenho consciência

De meus atos, pensamentos e sentimentos.

E porque tenho consciência,

De tais coisas é que digo que eu sei.


A consciência que tenho não é só das coisas

Que sei que fiz e que faço;

É de muito mais.

Também muito sei do que outros fazem.

Mas o que digo a ti se refere apenas

Às coisas que fiz e que faço.

Porque só elas importam aqui.

Do que outros fizeram e fazem,

Só eles devem falar, não eu.


Meu Deus, de tudo isso que sei,

Eu falo baixinho.

E enquanto eu falo, os olhos marejam.

Embarga-me a voz!

Teus olhos mirando, amorosos, serenos,

A um só tempo firmes, atentos...

... Nada foge à sua argüição.

Teus olhos me varam,

Mas, gentis, comunicam.

Insistem na paz.


Eu sei, não posso esquecer

Que, ’inda à beira da morte, no azar ou na sorte,

A alma, ansiosa, suspira e pede perdão.

Eu fito esses olhos, gentis, caridosos,

Amor repartido, corrige e ensina a não mais pecar.


Eu sei, meu Deus, eu pequei

Por atos, palavras, a fazer ou fugindo de fazer.

Eu sei, tenho culpa e a culpa que tenho

Tu a queres levar sobre os ombros de Cristo,

Na cruz de Jesus, enquanto esses olhos

Ainda me inspiram – até me assustam! –

E enquanto vasculham, também consolam todo o meu ser.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

40 anos na favela




Em uma entrevista publicada no dia 30 de outubro, o líder comunitário, pastor e psicólogo Macéias Nunes conversou com Lenildo Medeiros, da Agência Soma. Entre as perguntas, o jornalista quis saber qual deve ser o papel da igreja no complicado contexto da favela. Macéias completou 40 anos atuando em favelas, na maior parte desse tempo fazendo trabalho pastoral.
Confira abaixo a resposta do pastor Macéias.

"Antes de tudo, pregar a palavra. O poeta Drummond dizia que lutar com a palavra é a luta mais vã, mas lutar com a Palavra de Deus é garantia de eficácia na transformação de vidas. Tenho visto muitas conversões de bandidos, pais de santo, prostitutas e, num milagre ainda maior, de pessoas bem postas na sociedade, bons cidadãos, cumpridores de seus deveres, mas que são tão pecadores – ou até mais – quanto os marginalizados da vida. Pregar a palavra, sim, mas entender que é preciso salvar a vida, além da alma. Nesse sentido, ação social é fundamental. Fico perplexo ao ver igrejas grandes, em favelas também grandes, igrejas estas sem um mísero curso de alfabetização ou coisa parecida. Pela graça de Deus, na Igreja Batista do Leme (pastoreada por Macéias Nunes há cerca de uma década e meia), sem contarmos com recursos financeiros, Deus tem nos ajudado a manter uma forte estrutura de ação social, com um grande número de projetos. Pessoas de outras regiões têm vindo até nós para aprender sobre o tema. Igreja de favela sem projeto de ação social é um contra-senso. Só o Cheque-Cidadão, que muitos criticaram como assistencialista, distribuímos durante sete anos. Mantemos há 11 anos uma creche comunitária. Temos curso de informática, de reciclagem e artesanato, bazar comunitário e cursos supletivos de primeiro e segundo graus. Não temos dinheiro, apenas visão. Os recursos, Deus envia. Ele é fiel.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rio na lista da ditadura gay

Desculpe-me quem já se preveniu, mas vale o alerta e nunca é demais lembrar a todos o risco das armadilhas que podem preparar os grupos articulados da minoria gay.

Agora é lei em diversos municípios e se aplica a estabelecimentos comerciais, porém fala de estabelecimentos particulares (veja matérias abaixo). Algumas igrejas dispõem de livrarias, hospitais, escolas e universidades, onde a lei já vigora, mas considero uma questão de tempo a adequação textual para incluir as instalações religiosas de culto, doutrina e serviço comunitário.



Uma fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/6_78_69853.shtml:Rio Legal12/11/2008



Rio de Janeiro ganha Lei que pune estabelecimentos comerciais por discriminação

Hélio Filho

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), assinou na última segunda-feira, 10, o decreto nº. 33.033/2008, aprovando, assim, a Lei 2475/96, que pune de forma administrativa estabelecimentos comerciais, industriais e repartições públicas que discriminarem pessoas por conta de sua orientação sexual. A Lei foi elaborada em 12 de setembro de 1996 pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal.

O decreto foi assinado e a decisão publicada em Diário Oficial, o que significa que ela já está em vigor para puxar a orelha de comerciantes homofóbicos. Para os efeitos da Lei, entende-se por discriminação atos de constrangimento, proibição de ingresso ou permanência, atendimento selecionado e preterimento quando da ocupação e/ou imposição de pagamento de mais de uma unidade nos casos de hotéis, motéis e similares.

As sanções a serem aplicadas são progressivas e seguem a seguinte ordem: na primeira vez, o estabelecimento recebe uma advertência, na segunda vez, é multado em pelo menos 1.250 UFIRs, na terceira, é suspenso de seu funcionamento por 30 dias e, na quarta, e derradeira, tem seu alvará de funcionamento cassado.

Outra fonte: http://www.tudoagora.com.br/noticia/11057/Rio-de-Janeiro-regulamenta-lei-municipal-que-pune-discriminacao-a-beijo-gay.html




Rio de Janeiro regulamenta lei municipal que pune discriminação o beijo gay
13/11/2008 - 09:26:31 - Folha de S.Paulo


Um decreto da Prefeitura do Rio publicado no "Diário Oficial" regulamentou duas leis que prevêem punições a "todo ato de discriminação praticado contra pessoas, em virtude da orientação sexual destas." Poderão ser aplicadas multas (a partir de R$ 2.290), haver a suspensão do funcionamento e mesmo a cassação do alvará.

A prefeitura também criou um canal de denúncias por e-mail e telefone e disse que, antes de punir, irá realizar ações educativas.

Os principais alvos são bares, restaurantes ou outros estabelecimentos que impedem casais gays de se beijarem ou de trocarem carinhos em suas dependências.

No Estado de São Paulo, existe lei semelhante desde o ano de 2001.



Eis a íntegra da lei sancionada pelo prefeito:

Lei nº 2475 De 12 De Setembro de 1996.

Determina sanções às Práticas Discriminatórias na Forma que Menciona e dá outras providências.

Autor: Comissão de Defesa dos Direitos Humanos.


O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º - Os estabelecimentos comerciais, industriais e repartições públicas municipais que discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual, na forma do parágrafo 1º do art. 5º da Lei Orgânica do Município, sofrerão as sanções previstas nesta lei.
Parágrafo Único - Entende-se por discriminação, para os efeitos desta Lei, impor às pessoas de qualquer orientação sexual situações tais como: I - constrangimento; II - proibição de ingresso ou permanência; III - atendimento selecionado; IV - preterimento quando da ocupação e/ou imposição de pagamento de mais de uma unidade, nos casos de hotéis, motéis e similares.

Art. 2º - As sanções impostas aos estabelecimentos privados que contrariarem as disposições da presente Lei, as quais serão aplicadas progressivamente, serão as seguintes: I - advertência; II - multa mínima de mil duzentos e cinqüenta e quatro Unidades Fiscais de Referência - UFIR; III - suspensão de seu funcionamento por trinta dias; IV - cassação do alvará.
Parágrafo Único - Na aplicação das multas será levada em consideração a capacidade econômica do estabelecimento infrator.

Art. 3º - vetado I - vetado II - vetado III - vetado
Parágrafo Único - Vetado

Art. 4º - vetado
Parágrafo Único - Da regulamentação de que trata este artigo constarão obrigatoriamente: I - mecanismos de denúncias; II - formas de apuração de denúncias; III - garantias para ampla defesa dos infratores. (César Maia)

Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Por isso, espero que o Colégio Episcopal da Igreja Metodista e os órgãos assemelhados das demais igrejas se pronunciem especialmente acerca disso e alertem os seus obreiros/as, sob o risco de se infiltrarem agentes de grupos polêmicos no meio de congregações desavisadas para causar embaraços e prejudicar a imagem de pastores/as junto à sociedade e autoridades.

Deus tenha midericórdia de nós.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Superman

"Então, Hilquias e os enviados pelo rei foram ter com a profetisa Hulda (...). Ela lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: Assim diz o Senhor: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus moradores, a saber, todas as maldições escritas no livro que leram diante do rei de Judá. Visto que me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor está derramado sobre este lugar e não se apagará. Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar o Senhor, assim lhe direis: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca das palavras que ouviste: Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, quando ouviste as suas ameaças contra este lugar e contra os seus moradores, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor."




É um pássaro!... É um avião!... Não, é o Barak Obama!

As multidões saúdam o homem sobre quem, no momento, repousa a maior expectativa planetária que já se viu. Contudo, imaginar que esse homem tenha o poder de mudar o mundo é algo injusto com quem é apenas um homem, não um deus. Ingênuos ou não, é o que muitos em todo mundo esperam do presidente. de um país que pode estar com os dias de única superpotência contados.
Que conforto dá ler, em 2 Crônicas 34.22-27, a resposta serena da profetisa Hulda ao jovem Josias, lembrando ao rei que ele era apenas um homem.

O nome bíblico que o presidente eleito ostenta não é garantia de princípios cristãos na governança de seu país, menos ainda no resto do mundo. Contudo, é quase uma esperança que alguém com uma trajetória de vida pessoal e familiar tão inusitada, para os padrões da Casa Branca, possa levar os EUA a se destacarem na liderança moral do Ocidente, depois de tantos e vergonhosos expedientes, desde a escravidão, a Guerra de Secessão, o capitalismo brutal, o consumismo, o macarthismo, a bomba atômica, o Vietnã, o caso Watergate, o apoio aos "contras" com dinheiro das armas vendidas aos aiatolás iranianos e o seu pivô, coronel Oliver North, os testas-de-ferro Manuel Noriega, no Panamá, Saddam Hussein, antes das duas guerras do Golfo, e Suharto, na Indonésia. Agora, o deslavado calote das hipotecas que quebrou o sistema de créditos dos EUA e levou ao fundo do poço as bolsas mundiais. Do lado dos "bandidos" orientais (soviéticos, maoístas e fanáticos islâmicos), a falta de compromisso com os princípios cristãos já era um dado a considerar. Mas é no campeão do idealismo ocidental, herdeiro de tradições imperiais, que se espelham os povos convictos da liberdade e da democracia.

Não é possível conhecer totalmente o coração de alguém. Mas a política de Obama será uma forte referência para saber o lado para o qual se inclina o seu coração. Na posição em que ocupará, ele poderá influir em todos os continentes, para o bem ou para o mal, conforme o caminho que o seu coração adotar. Resta saber se ele irá mascarar seus atos com o verniz do populismo ou se dará o tom moralizador que a economia e as instituições norte-americanas precisam para trazer de volta o estado de justiça, o império da lei e da ordem.

Sem corroborar a ilusão de que os EUA são o espelho do Ocidente, é notório que parte dos demais países ocidentais, ou pró-ocidentais, perdendo o "trem da história", ocupam-se egoista e miopemente com suas próprias finanças, e outra parte ainda se debate com a construção de instituições internas, um quadro de imaturidade para o exercício da liderança internacional.

Com o bafo chinês na orelha, ainda não se vê no horizonte a que país a fatigada liderança dos EUA passará a vez. Se o seu desgaste se acelerar e a China consolidar o seu império, haverá um vácuo perigoso, abrindo-se a porta a uma luta leste-oeste pela primazia, forçando a União Européia a sair do sossegado segundo lugar para tentar por ordem no caos e sair debaixo de uma eventual chuva de mísseis.

Será que Barak Obama entrará numa cabina telefônica, para trocar seu alinhado terno pela malha colorida do homem de aço, e voar à volta do globo, fazendo-o voltar no tempo?