segunda-feira, 23 de março de 2009

Descoberta cilada do "Peixe de Tróia"

Numa mensagem da Dra. Rozângela Justino, ela relata um casuísmo que, por pouco, não levou o país a mais um "atestado" de republiqueta: a emenda 34 ao Projeto de Lei 3960/2008, que trata da criação do Ministério da Pesca.
Pasmem, mas a referida emenda visava, nada mais, nada menos, criar no Brasil um conselho nacional para assuntos GLTBS (Gays, Lésbicas, Transexuais, Bissexuais e Simpatizantes, na sigla que a cada ciclo aumenta uma letra em um imenso abraço em busca de representatividade) embutido no Ministério da Pesca!!!!!!
Na fase de tramitação do projeto de lei, os deputados apresentam emendas para aperfeiçoar o projetoe, nesse caso, a emenda pretendia introduzir o MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO no Ministério da Pesca, à revelia da maioria heterosexual. Se o PL 3960 fosse aprovado com a emenda protocolada pela deputada federal Irini Lopes (PT-ES), haveria diversos novos cargos públicos a pesar no erário público e aumentariam consideravelmente os poderes de uma minoria que almeja o poder.
O que foi chamado por Rozângela Justino de “peixe de tróia” provocou a reação de deputados e senadores evangélicos e católicos, determinando a retirada da emenda em menos de uma semana e adiando a surpresa que pegaria desprevenidos os brasileiros e brasileiras - em seus apenas dois gêneros, pois por enquanto existem somente dois sexos conhecidos, pelo menos até que se decida, no voto, a existência de um terceiro).

segunda-feira, 16 de março de 2009

A constante tentação de não escolher


Mensagem dominical matutina, 1º de março de 2009, na Igreja Metodista de Vila Isabel

Texto-base: 1 Reis 18.20-21

Introdução
Na Palestina, os reinos do Norte – Israel e sua capital, Samaria – e do Sul – Judá, com sua capital Jerusalém – estavam divididos. O tesbita Elias desenvolveu o seu ministério em Israel e, por causa de sua fidelidade como profeta do Senhor, sofreu muita oposição da casa real pontificada por Acabe, o rei influenciado por sua rainha pagã, Jezabel.
No cenário indicado pelo texto bíblico acima, esses dois personagens ocupam o primeiro plano. Nele também se percebem o povo ao fundo, convocado a um promontório com ampla vista do mar, chamado Monte Carmelo, e ali estão cerca de 400 profetas de Baal, dramaticamente pressionando os demais personagens. Baal era muito popular na Palestina de então e contava com muitos locais de culto e sacerdotes místicos que serviam aos deuses da conveniência, os quais eram mandingueiros que ensinavam ao povo a espiritualidade do paganismo sensual. A influência dessa forma de paganismo era decisiva entre os israelitas e era comum haver conselheiros de Baal assessorando os nobres do reino.
No quadro regional de forças, Elias estava do lado oposto ao paganismo e às posições dos líderes de Samaria e, ali no Carmelo, ele estava aparentemente só contra a maioria absoluta do povo e da elite de sua terra, especialmente a realeza corrupta e supersticiosa. Enquanto o profeta ali estava com a pretensão de trazer o coração do povo de volta a Deus, a liderança de Acabe não era boa referência para os súditos.
Olhando para a cena, lembramos de Jesus, levado pelo diabo ao pináculo do templo de Jerusalém para ser provado (Mt 4.1-17, cf. Mc 1 e Lc 4). O propósito do tentador era experimentar se poderia fazê-lo se afastar do propósito de sua missão. O termo grego para essa provação é peirasmos (prova, exame, intento, tentação) e os cristãos podem ser alvos de tal prova. Todos os dias somos confrontados por escolhas inadiáveis. O momento de decidir chega e não se pode adiar a resposta nem a ação. Pode-se dizer que quem está na chuva é para se molhar e, então, tem de "pagar pra ver". Mas vale lembrar que Deus promete estar sempre com seus filhos e filhas.

Uma pergunta incômoda
Na convocação ao Carmelo, Elias pergunta aos filhos de Israel: — "até quando coxeareis entre dois pensamentos?". Isso equivale a dizer que os israelitas "caminhavam" indecisos de uma posição para outra; eles não chegavam a rejeitar a sua história com o Senhor e suas tradições, mas contavam com a expectativa de que Baal os pudesse garantir, acolhendo assim uma ética substitutiva que desse sentido aos anseios da vida.
Ao perguntar, o profeta questiona a consciência. Descobrimos então que perguntar faz bem porque faz pensar e o exercício do pensamento é o caminho da consciência crítica. No entanto, perguntas não podem ficar sem respostas. Questionar deve levar a respostas consistentes e conseqüentes. Essa consistência é a verdade transparente e sincera, que não trai nem mente à consciência. E as conseqüências são as ações que brotam da vontade que se convence do valor e da razão da consciência. Concluímos que a atitude dialoga com a consciência por meio das respostas que fornecemos.
Por esse pensamento sabemos porque Jesus questionou o cego nas ruas: — "Que queres que eu te faça?" (Mc 10.51). Igualmente, o Mestre indagou a seus discípulos sobre si próprio: — "Quem dizem os homens que eu sou... e vós?".

Confrontados mas contundentes
Quem escreveu aos cristãos hebreus aconselhou a nos achegarmos a Deus em atitude de confiança. Os que se chegam ao Senhor fazem-no pela confiança de ter um intermediário à altura do que se pretende. Não há outro senão Jesus Cristo, sumo Sacerdote idôneo, por intermédio de quem ousamos entrar diante de Deus. Assim como tal ousadia lembra a coragem de Elias, não resta dúvida de que aproximar-se a Deus é uma atitude espiritual de não fugir ao confronto e responder de modo contundente aos dilemas enfrentados.
Pode-se dizer que atitude é igualmente uma tomada de consciência da realidade, a motivação para lidar com a realidade, a vontade de fazer, de interferir nela, e também uma ação que transforma a realidade.
Há semelhanças entre as nossas tentações e a de Jesus. Ambas são modos de revelar quais ambições estão a nos impulsionar. Ao falar sobre o pecado em sua epístola, Tiago adverte (1.13-15) sobre o risco de adiar a atitude de confronto. O que confrontamos na tentação? Acerta quem responde dizendo que é a nossa própria ambição. Não é o diabo, como alguns pensam. O diabo tenta e só. Ao sermos tentados, o diabo é somente um detalhe a mais. Com um poder limitado, ele não nos pode obrigar a pecar. Então, usa de insinuação, sugere, aposta que o nosso desejo se rebelará ao controle do Espírito Santo.
Tentando explicar o desejo de Jesus, o que o impulsionava era o Espírito Santo, como também ocorre conosco. O Espírito nos conduz, mas a vontade humana continua ativa embora cativa e dependente de sua liderança. Jesus igualmente aceitou a direção do Espírito Santo, que impelia o Rabi como impele os crentes de hoje. Suas vitórias sobre o pecado se devem ao fato de ter sido Jesus impelido pela obediência e vontade de servir, agradar a Deus. Seu prazer era a obediência que brotava do amor e confiança no propósito do Pai. Em suas últimas lições aos discípulos, como vemos no evangelho de João, o Mestre falou da perfeita relação entre ele e o Pai, a afinidade da vontade, a perfeita comunhão de pensamento e ação.
Em todo o seu ministério, Jesus esteve consciente de sua missão: a proclamação do Reino de Deus, a mensagem da graça e perdão que viabiliza o ser humano redimido, a morte na cruz, a ressurreição, o juízo. Ele não apenas conhecia formalmente a palavra de Deus, a rigor ele se identifica totalmente com a Palavra e se assume como a encarnação mesma da Palavra. No dizer do capítulo 1º de João, Jesus é o Verbo de Deus.
E foi então com essa intimidade e comunhão com a Palavra que Jesus resistiu contundentemente à sedução tentadora de desviar-se do plano de Deus e seguir a alternativa de uma vontade estranha a esse plano. Ele se opõe ao diabo na Palavra. Ele conhece intimamente a Escritura e cita-a amiúde como forma de resistência.
Igualmente, somos tentados com freqüência. Como agimos em tal situação? A tentação é a oportunidade de escolher entre a sedução e a lucidez, entre a ruína e a vitória. Não há um lugar neutro, "em cima do muro". Não se pode escapar a esse confronto, a rota de fuga já é um posicionamento. Já que a neutralidade é impossível, por que adiar a resposta?
O pior não é errar ou cair. É não responder, é fugir quando é tempo de ficar, lutar e resistir. Todos somos tentados e podemos ser derrotados na tentativa de resistir. Mesmo Jesus poderia ter caído. Se assim não fosse, para quê ser tentado? Alguém que não tenha a noção da graça e presença de Deus em sua vida nem faça idéia do poder que há na palavra de Deus, só terá como resultado o pecado ao qual não pode resistir, pois é escravo do pecado. Entretanto, Jesus demonstrou que a pessoa espiritual, aquela que conhece a graça e a glória de viver pela fé em Deus, essa pode viver sem pecar. Ademais, em caso de queda temos a promessa bíblica (1 Jo 2.1-2) de um intercessor junto a Deus, um Advogado perante o Altíssimo, nosso Juiz e nosso Pai.

Aplicando o ensino
Séculos antes de Cristo, Josué levou o seu povo a aplicar o mesmo conceito de escolha para a efetiva resistência à sedução e à falta de discernimento: "escolhei a quem sirvais" (Js 24.14-15). O líder pedia uma posição clara quanto a permanecer na opção das gerações que seguiram aos deuses da conveniência ou quebrar essa tradição perversa e abraçar o caminho da salvação proposto pelo Senhor aos filhos de Abraão, Isaque e Jacó.
Somos continuamente expostos a escolhas que nos afetam espiritual, ética e emocionalmente. Que respostas temos a oferecer quando forças que intentam agir em nosso interior nos exigem respostas sólidas? Com que atitude resistimos à sedução das coisas malignas que podem nos afastar do caminho da salvação? Apenas derrotamos as forças de perdição quando damos respostas contundentes. Elas são libertadoras – no fim da provação de Cristo, o diabo o deixou; glória a Deus!
Quantos ficam à espera que alguém venha com mão estendida e soluções prontas para os nossos dilemas! São pessoas que acreditam na ilusão tentadora da neutralidade, que fazem da dependência espiritual de outros mortais um sonho doce e entorpecedor. Essas são as vítimas preferidas do tentador. Não, em matéria de tentação o homem jamais será paladino do homem. Não é o homem que nos liberta; é Deus. E ele o faz pela sua palavra e pelo seu poder.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ano Novo

Enfim, 2009. Com a entrada de março, o Brasil começa a acordar do torpor de três meses de festas e os brasileiros chegam aos postos de trabalho - quem tem emprego! - defasados em linguagem escrita e sem saber exatamente para onde caminha a humanidade.
Além de reaprender a escrrever o vernáculo, modificado por razões políticas cuja maioria está nas pretensões externas mais que em razões domésticas, temos de aturar o governo armando a sua sucessão e embarcando na candidatura Dilma. A quem tinha dúvidas, basta dizer que até plástica a ministra já fez, além de sua ativa presença na farra de Lula e os prefeitos com o nosso dinheiro. Raça de víboras!
No Legislativo, o projeto de lei 122 do Senado ameaça 188 milhões de "homófobos" com a "ditadura gay". Isso por causa de alguns milhares da minoria homossexual que não aceitam ser apontados como aberração moral e carentes de tratamento. O PT quer expurgar de seus quadros um deputado federal evangélico, o acreano Henrique Afonso, que se posicionou contra o homossexualismo e o aborto. Antes de mesmo de ser lei, a ditadura gay, na prática, já não admite divergências. Orai e vigiai!!
O salário mínimo aumentou. Mais ainda os proventos das excelências dos poderes constituídos. No entanto, os mais pobres, que são a razão de ser de tantos organismos que se presume defendê-los, são na verdade apenas pretexto para o inchaço desses grupos. Senhor, tem misericórdia de nós.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Tragédia na sede da Renascer

Olá, Laerte, Iara e família.

Este é certamente um momento angustioso para vocês, a igreja e para todos que invocam o nome do Senhor. Saibam que não estamos insensíveis, apesar da distância e das agendas que tanto nos absorvem.
Damos graças a Deus pelas vidas que foram poupadas nesse trágico acidente, inclusive a do Vinicius, e lamentamos a perda de vidas preciosas, levadas de modo tão brutal. No entanto, temos a confiança de que "preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos".
Quero crer que Deus está usando isso para fortalecimento espiritual, direção, correção e testemunho. E nisso vemos o propósito a que Estevam e Sônia se referem em seu pronunciamento.Com a nossa solidariedade e amor em Cristo,

LUCIANO, ELSE AMELIA e FILHOS

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dores que nos transformam

Dores que nos transformam - Quando frágeis, então somos fortes. Edson Fernando e Jonas Rezende. Editora Mauad, 2002. 135 pág.


Quase a totalidade das pessoas tem pavor à morte e as dores. Nem sempre, portanto, há quem se disponha a discutir o assunto, pelo menos, de maneira suave e relevante. Em Dores que nos transformam os pastores Edson Fernando e Jonas Rezende tentam dar conta do desafio.

Fernando, pastor da Igreja Cristã de Ipanema, no Rio, teve a iniciativa a partir de sua experiência assistindo famílias no hospital e de sua própria enfermidade. Jonas Rezende é conhecido nos meios acadêmicos e na TV Educativa (RJ), pai da atriz Lídia Brondi e freqüentemente relacionado ao amigo Neemias Marien, este reputado por muitos evangélicos como apóstata. A participação, proporcionalmente menor, de Jonas no livro deve-se a um projeto adiado dos autores e a experiência pessoal. Em 2001, Rezende lançou, também pela Mauad, A família maldita, onde tratou de alguns de seus dramas familiares, inclusive o afastamento de Lídia das telas da TV Globo.

"Para alguns, a dor convida à quietude. Para outros, à oração. Outros se entregam ao lamento".

Habituados a ouvir e aconselhar pessoas com as mais diversas inquietações da alma e do espírito, sobretudo gente que circula nos meios mais esclarecidos e liberais, Fernando e Rezende escrevem em um tom que tende ao intimismo. Talvez por isto, a leitura dá a impressão de estarem, eles mesmos, expiando suas próprias dores, embora a tentativa evidente é "chorar com os que choram".

Para dar suporte aos comentários, as três seções se organizam num plano comum. Dores... oferece o ser humano como ponto de partida para a relação do ser humano em relação à pluralidade da vida, a dignidade na dor e a integridade na morte. E, sobre todas as frustrações que acompanham a existência humana, a morte talvez exerça a mais densa influência sobre o imaginário, com diversas manifestações simbólicas que se percebem no comportamento social e pessoal. Para quem não equacionou suas contas com a morte, a terceira parte do livro seria, via de regra, a primeira a ser folheada.

Rubem Alves, para quem a vida não se define biologicamente, questiona quem e o que define a vida: "na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais". O pensador, de fundo evangélico, também é citado no livro.

O projeto, despretensioso, com um texto que o recomenda apenas a um grupo seleto, indica que também existe atividade evangélica fora do círculo das principais editoras do meio. Numa situação assim, duas coisas chamam a atenção. A primeira é que, como não está no set das ditas evangélicas, a Mauad não conta com - e talvez nem pretenda - o público das demais, abrindo-se para outros segmentos. Sem público específico, é provável que a produção dependa do prestígio dos autores junto a amigos, colegas, alunos ou familiares. A segunda é que, a despeito do prefácio de Dores... admitir a intenção de não restringi-lo a "cinco ou seis pessoas", tudo aponta para a difícil tarefa de atrair leitores dispersos no público. Por exemplo, em que nicho identificam-se universitários evangélicos?

Natal brasileiro

Das chuvas que caem sobre as coxilhas do Rio Grande do Sul ou das barrancas orientais do Rio Paraná, cujas águas alisam terras dos barrigas-verdes, dos paranaenses e paulistas, até as dunas das praias potiguares, quase tão a leste quanto a ponta paraibana do Seixas, no "nariz"do país. Do litoral baiano e a foz do Vaza-Barris, em Sergipe, até o Pantanal Matogrossense, subindo para as florestas de Acre e Rondônia. Da longínqua fronteira noroeste da Amazônia até os Lençóis Maranhenses e os sítios arqueológicos do Piauí. Ou das selvas lambidas por vastos rios em Roraima e Amapá até o arquipélago de Fernando Noronha e os arrecifes de São Pedro e São Paulo. Também da Ilha da Trindade e capitais insulares de São Luis, Vitória do Espírito Santo e no antigo 'Desterro' de Santa Catarina até o coração das Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, como artérias que fluem pelo Tocantins ou se represam nas Alagoas ou desidratam no sertão cearense e se renovam em rincões do Pará. Do Rio de Janeiro, envio aos brasileiros um abraço natalino de paz e esperança na mensagem de Jesus.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu sei


Eu sei

Luciano P. Vergara


Eu sei, meu Deus, as coisas que fiz.

Digo que sei porque tenho consciência

De meus atos, pensamentos e sentimentos.

E porque tenho consciência,

De tais coisas é que digo que eu sei.


A consciência que tenho não é só das coisas

Que sei que fiz e que faço;

É de muito mais.

Também muito sei do que outros fazem.

Mas o que digo a ti se refere apenas

Às coisas que fiz e que faço.

Porque só elas importam aqui.

Do que outros fizeram e fazem,

Só eles devem falar, não eu.


Meu Deus, de tudo isso que sei,

Eu falo baixinho.

E enquanto eu falo, os olhos marejam.

Embarga-me a voz!

Teus olhos mirando, amorosos, serenos,

A um só tempo firmes, atentos...

... Nada foge à sua argüição.

Teus olhos me varam,

Mas, gentis, comunicam.

Insistem na paz.


Eu sei, não posso esquecer

Que, ’inda à beira da morte, no azar ou na sorte,

A alma, ansiosa, suspira e pede perdão.

Eu fito esses olhos, gentis, caridosos,

Amor repartido, corrige e ensina a não mais pecar.


Eu sei, meu Deus, eu pequei

Por atos, palavras, a fazer ou fugindo de fazer.

Eu sei, tenho culpa e a culpa que tenho

Tu a queres levar sobre os ombros de Cristo,

Na cruz de Jesus, enquanto esses olhos

Ainda me inspiram – até me assustam! –

E enquanto vasculham, também consolam todo o meu ser.